CONSTRUINDO ÁRVORES DE POSSIBILIDADES VIRTUAIS: O QUE OS ALUNOS PODEM APRENDER DISCUTINDO RELAÇÕES COMBINATÓRIAS?

Juliana Azevedo, Rute Elizabete de Souza Rosa Borba

Resumo


Objetivando analisar a influência da construção de árvores de possibilidades na resolução de problemas combinatórios com o uso de um software educativo, a presente pesquisa se fundamentou na Teoria dos Campos Conceituais de Vergnaud (1986), que defende a existência de três dimensões fundamentais de conceitos: significados, invariantes e representações simbólicas. Para isso, participaram da pesquisa 20 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de duas escolas da rede pública municipal do Recife, divididos em dois grupos. Os alunos participaram de um pré-teste, de distintas formas de intervenção e de pós-testes (imediato e posterior). O Grupo 1 (G1) construiu árvores de possibilidades fazendo uso do software Diagramas de Árbol e o Grupo 2 (G2) formou o Grupo Controle Assistido que trabalhou com problemas multiplicativos não combinatórios, por meio de desenhos. Com apenas uma sessão de intervenção foi possível obter avanços de alunos de anos iniciais do grupo experimental. O uso do software possibilitou avanços na compreensão de diferentes significados combinatórios, levando os alunos a refletirem sobre relações e propriedades das distintas situações. Conclui-se que é possível o trabalho com variados tipos de situações combinatórias desde os anos iniciais e por meio de representações simbólicas eficientes, como a árvore de possibilidades virtual. Deseja-se, assim, com essa pesquisa, contribuir para a reflexão sobre melhores possibilidades de ensino da Combinatória nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Palavras-chave: Combinatória; Árvores de possibilidades; Software Diagramas de Árbol; Anos iniciais do Ensino Fundamental.


DOI: http://dx.doi.org/10.14244/19827199740


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